sexta-feira, 12 de junho de 2015

DEUS DO AMOR

Sou Cupido! Deus do amor,
Sou filho de Vênus, sou anjo.
Sou homem alado, sou menino,
Sou Deus que ama a alma tua.

Sigo teus passos pela vida,
Espreito-te em cada esquina.
De arco e flecha em punho,
Disparo e nunca te acerto.

De tanto te seguir e perseguir;
Vejo-te com outros olhos,
Enxergo tua alma,
Que aflita clama por mim.

E como não consigo te flechar,
Suicido-me com a seta do Amor.
E quando tu me vês homem,
Por mim vais se apaixonar.

 (Valdir Coimbra)

domingo, 7 de junho de 2015

LIBERDADE!?

Liberdade!
Asas que inflam.
Pássaro que voa.
De vida em vida,
Idas e vindas!
Sonhos e choros.
Risos e lagrimas,
Risos em lagrimas!
Soluços!
Só ouço,
Silêncios e lenços,
No leve aceno do adeus!

Liberdade?
Asas que encolhem,
Pássaros caídos,
Sangram feridos.
Sonhos desfeitos.
Agora só idas,
Sem vindas vindouras.
E a cada aceno,
O silêncio se silencia,
E um último lenço,

Cai na terra já fria.

(Valdir Coimbra) 

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Abro a porta e fecho o peito,
me tranco na solidão.

Entregue ao devaneio,
esqueço as ilusões.

Abro um livro – poema romance.
Fecho as páginas da realidade.

Te encontro nas entrelinhas
e te leio em verso e prosa.

Rabisco frases de amor
 no espelho da tua alma.

Te faço imagem, real criatura
dos meus sonhos sagrados.

Com beijos te trago à vida,
ilusão, desenho, imagem viva.

Desejo te ver em carne.
Desejo te sentir alma, amor.

Quando chego à última página,
sinto o toque leve do teu ser.   

Sussurras ao meu ouvido:
– Pare! Eu não posso terminar.


(Valdir Coimbra) 

terça-feira, 2 de junho de 2015

Quando o Sol mergulha
entre os morros do horizonte;
sinto um aperto no peito
e lembranças de além vida
me fazem devanear.
Choro lembranças
e saudades perdidas.
Te busco no céu cinzento
da minha melancolia.
E te vejo sorrindo
em uma dimensão
à qual não pertenço.
E volto ao meu eu
Escuro, Mudo e Cinzento.


(Valdir Coimbra)

sábado, 23 de maio de 2015

Nem Anjos, nem Cúpidos

Para T. C. & I. C.
Alguns dos Anjos que conheço. 

No barulho da noite fria,
Ouço teu silêncio me chamar.
E como que por telepatia,
Te peço pra me esperar.
Te levarei calor e música.
E farei a infinita noite acabar.
            
E como se tudo fosse mágica,
Em instantes estou à tua porta.
Te aqueço com o carinho dos meus braços.
E canto nossa canção ao teu ouvido.
E calor do nosso amor,
Faz a noite de repente virar dia.

E nossos braços em abraços.
E nossos lábios em beijos.
E temos assas que se inflam em instantes.
E nos levam para a felicidade.
Não somos anjos nem cúpidos.
Somos apenas o Amor.

E quando acordo e vejo que estou só.
Te procuro nas lembranças,
E te encontro no coração.
      
                   (Valdir Coimbra)

terça-feira, 19 de maio de 2015

VERSUS I

Quero um chá de erva forte.
Coisa que não me deixe dormir.
Quero velar-te assim,
enquanto te faço promessas,
enquanto te falo de deuses
De musas e poetas.

Quero beber tua beleza.
Desfrutar dos teus odores.
Sentir tua essência
Do meu ser se apossar.

E quando amanhecer
E os raios de Febo nos tocar;
Não sei se serei eu,
Não sei se serei tu.


(Valdir Coimbra)