Abro a porta e fecho o
peito,
me tranco na solidão.
Entregue ao devaneio,
esqueço as ilusões.
Abro um livro – poema romance.
Fecho as páginas da
realidade.
Te encontro nas entrelinhas
e te leio em verso e
prosa.
Rabisco frases de amor
no espelho da tua alma.
Te faço imagem, real
criatura
dos meus sonhos
sagrados.
Com beijos te trago à
vida,
ilusão, desenho,
imagem viva.
Desejo te ver em
carne.
Desejo te sentir alma,
amor.
Quando chego à última
página,
sinto o toque leve do
teu ser.
Sussurras ao meu
ouvido:
– Pare! Eu não posso
terminar.
(Valdir Coimbra)
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