quarta-feira, 3 de junho de 2015

Abro a porta e fecho o peito,
me tranco na solidão.

Entregue ao devaneio,
esqueço as ilusões.

Abro um livro – poema romance.
Fecho as páginas da realidade.

Te encontro nas entrelinhas
e te leio em verso e prosa.

Rabisco frases de amor
 no espelho da tua alma.

Te faço imagem, real criatura
dos meus sonhos sagrados.

Com beijos te trago à vida,
ilusão, desenho, imagem viva.

Desejo te ver em carne.
Desejo te sentir alma, amor.

Quando chego à última página,
sinto o toque leve do teu ser.   

Sussurras ao meu ouvido:
– Pare! Eu não posso terminar.


(Valdir Coimbra) 

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