sexta-feira, 8 de julho de 2011

TARDES DO INTERIOR

Valdir Coimbra 


No interior a vida ainda é calma,
As pessoas ainda se sentam à porta
para conversar com os vizinhos.
E, à tardinha. As mulheres voltam da fonte
com a roupa lavada.
A vida corre tranquila como se o tempo fosse contado
pela mais lenta das ampulhetas.
As crianças correm soltas em liberdade pelos quintais
sem muros nem cercas.
E, às vezes. Antes que Febo se recolha
idosos passam em silêncio voltando de um velório ou
de indo para uma reza.
E, à medida que a tarde fica mais tarde,
as pessoas começam a se recolher respeitando
as superstições locais
e aguardando a tarde do dia seguinte.


Valdir Coimbra

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